Comportamentos de fuga em acolhimento residencial: o que constitui proteção e risco

Introdução: Os comportamentos de fuga em Acolhimento Residencial (AR)representam indicadores de perigo para a criança, que não têm sido priorizados naspolíticas, práticas ou investigação nacional. A atenção tem sido concentrada em variáveissociodemográficas em detrimento de variáveis relativas ao co...

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Bibliographic Details
Main Author: Joana Cristina Correia de Melo Cerdeira
Other Authors: Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação
Format: Others
Language:Portuguese
Published: 2019
Subjects:
Online Access:https://hdl.handle.net/10216/108463
id ndltd-up.pt-oai-repositorio-aberto.up.pt-10216-108463
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spelling ndltd-up.pt-oai-repositorio-aberto.up.pt-10216-1084632019-07-17T04:53:53Z Comportamentos de fuga em acolhimento residencial: o que constitui proteção e risco Joana Cristina Correia de Melo Cerdeira Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação Psicologia Psychology Ciências sociais::Psicologia Social sciences::Psychology Introdução: Os comportamentos de fuga em Acolhimento Residencial (AR)representam indicadores de perigo para a criança, que não têm sido priorizados naspolíticas, práticas ou investigação nacional. A atenção tem sido concentrada em variáveissociodemográficas em detrimento de variáveis relativas ao contexto e a perspetiva dacriança tem sido maioritariamente ignorada. Objetivo: O presente estudo tem comoprincipal objetivo a identificação de fatores de proteção e de risco na predição doscomportamentos de fuga das crianças em AR, equacionando, quer variáveis individuais,quer variáveis contextuais. Método: Participaram neste estudo 354 crianças de 33 Casas deAcolhimento (CA). Os dados foram recolhidos recorrendo a dois instrumentos quecompõem o ARQUA-P (Pedido de Informação Prévia e Entrevista para Crianças/Jovens) eao YSR para avaliação do desajustamento psicológico das crianças/jovens acolhidos.Resultados: As crianças com fugas eram mais velhas, tinham mais indicadores dedesajustamento psicológico, mais consumos de substâncias psicoativas e menos tempo deacolhimento. Estas crianças avaliaram de forma mais negativa a relação com os seus parese cuidadores, bem como a sua ocupação de tempos livres. Foram identificados comofatores de risco, o sexo, a existência de comportamentos delinquentes e a segregação daCA, e como fatores de proteção, a existência de irmãos na mesma CA e a qualidade darelação com os cuidadores. Conclusões: Estes resultados auxiliam a compreensão dofenómeno e reforçam a necessidade de se reequacionar um conjunto de características dasCA e desempenho dos seus profissionais, bem como do sistema de proteção, na formacomo intervêm junto destas crianças. 2019-06-28T23:07:17Z 2019-06-28T23:07:17Z 2017-11-17 2017-11-20 Dissertação sigarra:226642 https://hdl.handle.net/10216/108463 201817390 por openAccess application/pdf
collection NDLTD
language Portuguese
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sources NDLTD
topic Psicologia
Psychology
Ciências sociais::Psicologia
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Joana Cristina Correia de Melo Cerdeira
Comportamentos de fuga em acolhimento residencial: o que constitui proteção e risco
description Introdução: Os comportamentos de fuga em Acolhimento Residencial (AR)representam indicadores de perigo para a criança, que não têm sido priorizados naspolíticas, práticas ou investigação nacional. A atenção tem sido concentrada em variáveissociodemográficas em detrimento de variáveis relativas ao contexto e a perspetiva dacriança tem sido maioritariamente ignorada. Objetivo: O presente estudo tem comoprincipal objetivo a identificação de fatores de proteção e de risco na predição doscomportamentos de fuga das crianças em AR, equacionando, quer variáveis individuais,quer variáveis contextuais. Método: Participaram neste estudo 354 crianças de 33 Casas deAcolhimento (CA). Os dados foram recolhidos recorrendo a dois instrumentos quecompõem o ARQUA-P (Pedido de Informação Prévia e Entrevista para Crianças/Jovens) eao YSR para avaliação do desajustamento psicológico das crianças/jovens acolhidos.Resultados: As crianças com fugas eram mais velhas, tinham mais indicadores dedesajustamento psicológico, mais consumos de substâncias psicoativas e menos tempo deacolhimento. Estas crianças avaliaram de forma mais negativa a relação com os seus parese cuidadores, bem como a sua ocupação de tempos livres. Foram identificados comofatores de risco, o sexo, a existência de comportamentos delinquentes e a segregação daCA, e como fatores de proteção, a existência de irmãos na mesma CA e a qualidade darelação com os cuidadores. Conclusões: Estes resultados auxiliam a compreensão dofenómeno e reforçam a necessidade de se reequacionar um conjunto de características dasCA e desempenho dos seus profissionais, bem como do sistema de proteção, na formacomo intervêm junto destas crianças.
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