Análise de provas de carga e confiabilidade para edifício comercial na região metropolitana do Recife

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Full description

Bibliographic Details
Main Author: Oliveira, Pedro Eugenio Silva de
Other Authors: Ferreira, Silvio Romero de Melo
Language:br
Published: Universidade Federal de Pernambuco 2015
Subjects:
Online Access:https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/12501
Description
Summary:Submitted by Romulus Lima (romulus.lima@ufpe.br) on 2015-03-13T15:09:14Z No. of bitstreams: 2 DISSERTAÇÃO Pedro Eugenio Silva de Oliveira.compressed.pdf: 5742325 bytes, checksum: da016b61c4727264b490087c98c81f48 (MD5) license_rdf: 1232 bytes, checksum: 66e71c371cc565284e70f40736c94386 (MD5) === Made available in DSpace on 2015-03-13T15:09:14Z (GMT). No. of bitstreams: 2 DISSERTAÇÃO Pedro Eugenio Silva de Oliveira.compressed.pdf: 5742325 bytes, checksum: da016b61c4727264b490087c98c81f48 (MD5) license_rdf: 1232 bytes, checksum: 66e71c371cc565284e70f40736c94386 (MD5) Previous issue date: 2013-12-06 === A planície do Recife apresenta subsolo, bastante heterogêneo diretamente relacionado com as regressões marinhas que ocorreram em períodos geológicos recentes. Por este motivo uma diversidade de soluções de fundações pode ser observada. A partir do ano 2002 houve um aumento significativo do número de fundações realizadas com estacas tipo hélice contínua. Recentemente foi executada uma obra com mais de 4.000 estacas deste tipo. Para elaboração de projeto de fundações foram solicitados 68 furos de sondagens SPT e seguindo norma de fundações NBR 6122:2010, o número de provas de carga mínimo exigido foi de 1% das estacas de cada obra, como medida de controle. Foram executadas 40 provas de carga estática nas estacas. O presente trabalho tem como objetivo avaliar a confiabilidade estatística do sistema de fundações do empreendimento a partir do resultado desses ensaios. Para tanto foi necessário obter as cargas solicitantes nas estacas, bem como as cargas máximas que cada estaca suporta (carga última). Para avaliar a capacidade de carga das estacas utilizaram-se os métodos semiempíricos de Alonso 1996 e Antunes Cabral 1996, e da confiabilidade real, obtida a partir de 03 métodos extrapolação da carga última com base no resultado dos ensaios de prova de carga (Van der Veen, 1953, Décourt, 1996 e Chin, 1970). Foi demonstrado analiticamente que os métodos de Décourt, 1996 e Chin 1970 obtêm resultados equivalentes, e essa demonstração posteriormente foi comprovada experimentalmente. É apresentada explicação física para o método de Van der Veen, 1953 e formulada equação geral para os três métodos. Também foi possível comprovar que existe influência do nível de deslocamento obtido em ensaio de prova de carga sobre o resultado dos métodos, de forma que os coeficientes de variação das cargas de ruptura para pequenos deslocamentos (até 2% do diâmetro) se mostraram mais elevados que os demais. A partir das cargas nas estacas foram calculadas as curvas de solicitação. Verificou-se que 10% das estacas trabalhavam com carga muito menor que a média, então (para efeito de comparação) essas estacas foram excluídas de análise, dando origem a duas amostras de solicitação, a primeira que considera todas as estacas, chamada de amostra dos dados brutos, e a segunda que considera 90% da amostra, chamada de amostra de dados tratados.Também foram calculadas as curvas de resistências a partir do resultado das sondagens e a partir do resultado das provas de carga, e foram chamadas de resistência de projeto e resistências de campo, respectivamente. Para a confiabilidade de projeto considerando os dados brutos foi obtido índice de confiabilidade (β) igual a 8,09 e probabilidade de ruína igual a 1/5,178x1010, já para os dados tratados foi obtido β de 9,32 e probabilidade de ruína de 1/1,027x1013. Foi observada influência dos deslocamentos das provas de carga sobre a confiabilidade de campo de forma que ao se excluir as PCEs que deslocaram menos de 2% do diâmetro o índice de confiabilidade β de campo variou de valores em torno de 3 pra valores entre 6 e 13. Semelhantemente a probabilidade de ruína diminuiu mais de 100.000 vezes, variando de valores em torno de 1/1.000 para valores inferiores a 1/10.000.000.