Summary: | <p class="Default">Neste artigo, propomos analisar <em>Inocência </em>(1872), de Visconde de Taunay, a partir da representação no sertão. Discutiremos a configuração desse espaço como paisagem social, cultural e literária e sua relação de tensão na formação da identidade nacional no contexto do Romantismo brasileiro. No livro, o sertão desdobra-se em sua dimensão real e simbólica para narrar o mundo da vivência, dos dramas e permanência sertaneja em meio à terra e à natureza. As representações paisagísticas nesse romance estabelecem a intimidade das personagens com o espaço numa dupla travessia dos caminhos que cortam o sertão real e o tecido ficcional do livro. O nosso objetivo é refletir sobre essas construções espaciais reveladoras da paisagem que se inscrevem nesse romance. Seja na perspectiva geográfica, social ou simbólica, a representação do sertão contempla um mundo singular no âmbito da literatura nacional. Tornou-se um espaço emblemático e incerto que se recria a cada travessia e ressurge heterogêneo no pensamento artístico-cultural brasileiro. O sertão, tido como riqueza ou problema, centro ou periferia, síntese ou antítese da paisagem nacional tem sido um espaço revelador dos costumes do povo brasileiro.</p><p class="Default"> </p><p class="Default"><strong>DOI:</strong> https://doi.org/10.47295/mren.v7i1.1478</p>
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